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[O Mestre e Margarida] Semana #14

O Mestre e Margarida, de Mikhail Bulgákov, foi sem dúvidas uma das leituras mais divertidas – e desafiantes – que fizemos ao longo desses doze Clubes do Livro do Achados e Lidos, como apontam os leitores que nos enviaram os comentários que reproduzimos abaixo.

A visita do Diabo e sua trupe à Moscou rende cenas insólitas, como o baile da meia noite, e também reflexões importantes sobre livre arbítrio, tentação e religiosidade. Ainda assim, em meio a uma miríade de personagens e referências rebuscadas, que vão do Inferno de Dante ao Fausto de Goethe, esse é um livro que exige dedicação do leitor, como podemos perceber nos comentários que recebemos de nossos seguidores.

Mais uma vez, agradecemos à participação de nossos leitores! Em breve retomaremos os Clubes, agora em um novo formato, pensado para aumentar ainda mais a discussão! Fiquem ligados em nossas redes sociais!

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5 razões para ler e amar Gabriel García Márquez

Alguns autores batem carteirinha aqui no Achados & Lidos, como é o caso de Gabriel García Márquez. O autor colombiano, nascido na distante Aracataca em 6 de março de 1927, é um dos meus preferidos desde a adolescência, quando me apaixonei pelo romance de Florentino Ariza e Fermina Daza, os protagonistas de O Amor nos Tempos do Cólera. De lá para cá, me aventurei por outras obras e formatos também explorados pelo escritor, como as crônicas, as memórias e os contos. Paixões são difíceis de explicar, mas seu estilo único e a exuberância das narrativas e dos personagens são apenas algumas das razões para amar Gabo. Elencamos cinco, mas são infinitas as razões para amar a escrita de um dos maiores autores latino-americanos.

1. Ele tornou o realismo fantástico conhecido mundo afora:

Gabo costumava dizer que o que escrevia era apenas realismo. A realidade que era fantástica. Para nós, latino-americanos, tão acostumados com a máxima de que por vezes a realidade supera a ficção, essa não seria uma grande novidade.

Quem lê seus textos mais autobiográficos de fato encontra muitos dos personagens mais famosos de seus livros em suas histórias familiares, que o marcaram profundamente, especialmente o convívio com os avós.

Mas o que Gabo fez com maestria foi levar para o restante do mundo o realismo fantástico tão característico de nossa região, fruto da convivência de diferentes culturas, crenças e personalidades, em uma atmosfera por vezes onírica, mas totalmente apaixonante.

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[O Mestre e Margarida] Semana #13

Chegamos ao fim de mais um clube do livro! O saldo da leitura? Muito mais que positivo! Nós, que já somos fãs de literatura russa, nos surpreendemos com essa obra prima de Bulgákov. Com uma escrita que mistura, com maestria, realidade e fantasia, ele construiu um enredo repleto de referências históricas e permeado de ironias inteligentes.

E você? Acompanhou a leitura conosco? Mande suas opiniões para o e-mail blogachadoselidos@gmail.com. Publicaremos na próxima semana!

Por Mariane Domingos e Tainara Machado

Chegou a hora do Juízo Final em O Mestre e Margarida. Korôviev e Behemoth continuam a perambular por Moscou, em suas últimas aventuras na cidade. Os destinos são, claro, escolhidos a dedo: uma loja exclusiva para estrangeiros e o lar de escritores, a casa de Griboiêdov.

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[Resenha] A Cor Púrpura

A Cor Púrpura, de Alice Walker (José Olympio, 336 páginas) é um livro violento. Logo nas primeiras páginas, Celie, a personagem principal, é abusada sexualmente pelo pai, engravida e é dada em casamento para um vizinho que a maltrata. É também um livro recheado de ternura, de amor e de personagens que demonstram sua capacidade de reinvenção e, sobretudo, de afeto.

A linguagem simplória, com erros de ortografia e concordância cometidos pela narradora, que escreve cartas para a irmã desaparecida para combater a solidão, em um primeiro momento causa estranheza. Mas essa sensação inicial é logo substituída por uma crescente empatia pela personagem, com a qual desenvolvemos uma relação de intimidade.

Celie é a mais velha entre vários irmãos e, na tentativa de proteger a irmã mais nova, ela sofre constantes abusos sexuais do pai. Suas duas gravidez não desejadas terminam com os bebês sendo retirados de seu convívio, entregues para outras famílias. Quando sua mãe morre, o pai decide tirá-la terminantemente de casa, na tentativa de afastá-la da irmã mais nova, Nessie, dando-a em casamento para Albert, um fazendeiro da região que também cortejava sua irmã, que decide fugir em busca de uma vida diferente.

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[Divã] Memória em cinzas

Que dia triste. Não foram apenas objetos que viraram cinzas. O incêndio que, neste domingo, devastou o Museu Nacional no Rio de Janeiro, acabou com 200 anos de pesquisa, destruiu um dos maiores acervos de antropologia e história natural do Brasil e levou um pouco mais da já escassa fé que temos no futuro do nosso país. Para qualquer pessoa que acredita no poder transformador da cultura, ver o descaso com que nossa sociedade trata esse tema é desesperador.

Um povo que ignora sua própria história é um povo disposto a cometer os mesmos erros. E quando falamos de memória, não precisamos nem ir muito longe para ver como ela é diariamente espezinhada no Brasil.

Basta prestar atenção em certos discursos que se proliferam nessas épocas eleitorais e que tentam amenizar ou até negar os horrores da ditadura. Estamos falando de um passado recente. O golpe militar tem pouco mais de 50 anos e já há quem o tenha esquecido.

A educação e a cultura, juntas, são os antídotos para esse esquecimento nocivo, porque, mais que oferecer e preservar conhecimento, elas munem o cidadão de identidade e capacidade crítica.

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