Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro começaram há pouco menos de duas semanas e, desde então, tenho dedicado praticamente 18 horas por dia aos dezesseis canais de transmissão disponíveis. São, portanto, muitas horas que eu subtraí da minha rotina semanal de leitura, reduzindo dramaticamente minhas chances de bater recordes literários em 2016.
Da lista de 10 livros para ler em 2016 que postei no blog no início do ano, por enquanto posso marcar check em um nada honroso total de de 4 volumes. Com certeza, um resultado que não me coloca em pódio nenhum. Claro que sempre aparecem outro títulos para roubar a nossa atenção – caso de Elena Ferrante com sua série napolitana, por exemplo -, mas o fato é que ler tudo o que gostaríamos é uma impossibilidade material que, muitas vezes, causa certa depressão aos leitores de carteirinha.
Lembrei do assunto quando a Mari comentou comigo um episódio de Gilmore Girls (disponível no Netflix, outro forte concorrente na luta por tempo disponível). Na terceira temporada, Rory visita a biblioteca de Harvard (ou as bibliotecas, já que são mais de 70) e descobre que naqueles prédios estão mais de 16 milhões de volumes. Ela entre em parafuso porque “só” tinha lido 300 livros até ali e começa a fazer cálculos do quanto ainda precisava acumular em páginas para dar conta de toda a literatura disponível no mundo.