[Lista] 5 autores de um livro só

Dá para ser um autor mundialmente reconhecido tendo escrito apenas uma obra relevante? É claro que dá! Nesta semana, selecionamos cinco escritores que publicaram apenas um livro reconhecido por leitores e críticos. Alguns até que tentaram se aventurar por outros títulos e formatos, mas não tem jeito: serão sempre lembrados por uma única obra, que os alçou à fama!

Quer saber quem são? Veja a lista completa abaixo!

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“É provável que fosse francesa. Os vulcões arrojam pedras, as revoluções, homens. Espalham-se famílias a grandes distâncias, deslocam-se os destinos, separam-se os grupos dispersos às migalhas; cai gente das nuvens, uns na Alemanha, outros na Inglaterra, outros na América. Pasmam os naturais dos países. Donde vêm esses desconhecidos? Foi aquele Vesúvio, que fumega além, que os expeliu de si. Dão-se nomes a esses aerolitos, a esses indivíduos expulsos e perdidos, a esses eliminados da sorte: chamam-nos emigrados, refugiados, aventureiros.”

 

Victor Hugo em Os Trabalhadores do Mar

[O Mestre e Margarida] Semana #5

De uma coisa já temos certeza: o destino de quem cruza o caminho dessa trupe diabólica é sempre trágico. Prisão, hospício ou a morte – não há escapatória. Na próxima semana vamos até a página 156, ou capítulo 14, caso você não tenha a edição da foto!

Por Mariane Domingos e Tainara Machado

Precisava, agora e ali mesmo, inventar explicações ordinárias para fenômenos extraordinários.

O diretor Rímski não está sozinho nessa. Esse parece ser o fim de todos que esbarram no Diabo e sua trupe. Depois de o diretor do Variedades ter sido despachado para Ialta, foi a vez de Nikanor Ivánovitch, presidente da associação de moradores do edifício 302-bis, e o próprio Rímski, diretor financeiro do teatro, sofrerem as consequências desse encontro.

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[Resenha] A Trégua

Prestes a se aposentar, Martín Santomé não sabe bem o que fará com seu tempo ocioso. Em um diário, ele faz planos para a sua liberdade permanente, que ao mesmo tempo parece uma espécie de prisão: entre a jardinagem, o violão e a escrita, Santomé sabe, intuitivamente, que estará confinado à solidão dos dias.

Viúvo e pai de três filhos com os quais mantém um relacionamento distante, apesar de habitarem o mesmo teto, Santomé é o personagem central de A Trégua, (Alfaguara, 180 páginas), do uruguaio Mario Benedetti. Prestes a completar 50 anos, a vida maçante de Santomé é transcrita em um diário que reúne impressões, reflexões e a observações do cotidiano, de um jeito tão direto quanto cativante, pela franqueza de seu relato.

Se um dia eu me suicidar, será num domingo. É o dia mais desalentador, mais sem graça, Quem me dera ficar na cama até tarde, pelo menos até as nove ou as dez, mas às seis e meia acordo sozinho e já não consigo pregar o olho. Às vezes penso o que farei quando toda a minha vida for domingo.

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[Divã] América exótica?

Neste fim de semana, deparei-me com dois conteúdos sobre dois gênios da literatura latino-americana. O primeiro é o artigo The Alienist, sobre Machado de Assis, publicado na revista The New Yorker e escrito pelo autor e crítico literário Benjamin Moser. O segundo é o documentário Gabo: a criação de Gabriel García Márquez (disponível no Netflix), que traz amigos, conhecidos e admiradores do escritor falando sobre sua vida pessoal e profissional. Tanto o artigo quanto o filme despertaram em mim uma reflexão: o que os leitores estrangeiros buscam na literatura da América Latina?

Em seu discurso do Prêmio Nobel de Literatura, Gabo disse:

É compreensível que insistam em nos medir com a mesma vara com que se medem, sem recordar que os estragos da vida não são iguais para todos, e que a busca da identidade própria é tão árdua e sangrenta para nós como foi para eles. (…)

A América Latina não quer nem tem por que ser um peão sem rumo ou decisão, nem tem nada de quimérico que seus desígnios de independência e originalidade se convertam em uma aspiração ocidental.

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