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[Lista] 5 animais de estimação na literatura

Animais de estimação são fiéis companheiros dos humanos, e uma relação sempre refletida na literatura. Sejam eles cachorros, cavalos ou até mesmo corujas, listamos 5 bichos que, com sua personalidade cativante, acabaram ganhando protagonismo nas histórias abaixo.

IMG_12581. Baleia, em Vidas Secas, de Graciliano Ramos. Nesta lista, Baleia tem lugar garantido. Ao pensar na relação entre animais e humanos, é impossível não rememorar, imediatamente, a cachorra da família de retirantes nordestinos, todos fugindo de mais uma brutal seca.

O universo que rodeia a família é árido, pobre, depauperado. O pai, Fabiano, e a mulher, sinhá Vitória, trocam apenas grunhidos, palavras mal ajambradas que refletem as condições duras a que são expostos, com os dois filhos, nunca nomeados. Entre essas dificuldades, é Baleia quem conserva ainda certo raciocínio lógico e uma esperança no futuro, sentimentos abstratos que  os demais personagens, cada vez mais dominados por necessidades animalescas, deixam de conseguir articular.

Sua morte é uma das passagens mais tristes de Vidas Secas, quando ela é capaz de sonhar com uma espécie de céu canino:

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[Lista] 5 personagens trabalhadores

Para celebrar o 1º de Maio, comemorado em todo o mundo como Dia do Trabalho, prestamos homenagens a esses personagens que, assim como nós, pobres mortais, precisam enfrentar chefes, horários e as demais pressões da vida laboral.

Trabalhadores do mundo (da literatura), uni-vos!

1. Macabea, de A Hora da Estrela, de Clarice Lispector: A “delicada e vaga existência” diária de Macabea, a personagem principal desse clássico da literatura brasileira, é preenchida por sua função como datilógrafa, habilidade adquirida em um “curso ralo de como bater à máquina”.

Macabea, uma nordestina de dezenove anos que migrou para o Rio de Janeiro, leva uma vida miserável e sem perspectivas, em um trabalho em que o chefe chega a ameaçar mandá-la embora, mas desiste por sua ingenuidade e delicadeza. Seus dias são preenchidos com pensamentos fantasiosos sobre a infância, a fome e a vontade de ser quem não era.

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[Lista] 5 famílias inesquecíveis da literatura

Não são poucas as histórias famosas que nasceram da trajetória de clãs poderosos, de disputas entre herdeiros ou de rivalidades entre famílias. A Lista da Semana traz cinco parentelas da literatura que vão fazer a sua família parecer a mais normal do mundo, rs. Confira!

17.04.24_lista_familias_61. Bonanno, em Honra Teu Pai, de Gay Talese: Há um tipo de família que é objeto de fascínio de grande parte do público contemporâneo. Estou falando da máfia, uma das matérias-primas mais queridas pela ficção dos nossos tempos. De livros a produções de TV e cinema, não faltam exemplos de narrativas que foram beber nessa fonte.

A obra de Talese é ainda mais chamativa por trazer uma história real. Honra Teu Pai é um clássico do jornalismo literário e foi o primeiro livro de não ficção a revelar a vida secreta da máfia. Em quase sete anos de pesquisa, Gay Talese teve acesso irrestrito ao clã Bonanno, um dos grupos que controlava Nova York.

Em um relato despido de romantismo, o jornalista reconstrói a saga dessa família, a partir do sequestro do patriarca “Joe Bananas” Bonanno, em 1964. Nesse momento, seu filho Bill Bonanno começa um embate pelo controle da própria família, justamente quando o papel do crime organizado se transformava na sociedade norte-americana.

Vale ressaltar que, quando o assunto é máfia, a palavra “família” ganha um sentido bem mais abrangente. Nos Estados Unidos, na década de 30, a máfia, que é de origem siciliana, foi reestruturada de uma forma empresarial moderna. Havia uma fraternidade nacional, com cerca de 5 mil homens, divididos entre 24 organizações separadas (“famílias”). Em Nova York, onde vivia quase metade desse contingente, havia cinco “famílias”, uma delas a dos Bonanno. Cada organização tinha suas peculiaridades, mas devia seguir as regras da fraternidade e respeitar alguns valores que destoavam totalmente de suas práticas criminosas, como podemos notar nesta conversa emblemática de Joe com seu filho:

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[Lista] 5 traições famosas na literatura

Entre as mentiras mais contadas na literatura, certamente as traições são as mais frequentes. De mulheres infelizes em casamentos arranjados a relações incestuosas, incluindo muitos assassinatos e vinganças, os adultérios são quase onipresentes na literatura. Aqui, listamos cinco livros, já clássicos, em que eles são centrais para a história. Lembram de mais algum? Contem para a gente nos comentários!

FullSizeRender (46) 1. Dom Casmurro, de Machado de Assis: Difícil deixar a obra prima de Machado de Assis de fora de uma lista como essa, mesmo que, para alguns, o livro não se encaixe perfeitamente no tema. A história do relacionamento de Bentinho, um menino que por pouco não seguiu a vida religiosa por causa de uma promessa da mãe, e Capitu, sua vizinha com olhos de ressaca, é fonte de um sem número de análises, todas tentando responder à mesma pergunta: teria Capitu de fato traído o marido com seu melhor amigo?

Há argumentos que pendem para os dois lados. Desde o começo, Bentinho se mostra uma figura possessiva e ciumenta, tentado a encontrar problemas onde eles não existem.

Por falar nisso, é natural que me perguntes se, sendo antes tão cioso dela, não continuei a sê-lo apesar do filho e dos anos. Sim, senhor, continuei. Continuei, a tal ponto que o menor gesto me afligia, a mais ínfima palavra, uma insistência qualquer; muitas vezes só a indiferença bastava. Cheguei a ter ciúmes de tudo e de todos. Um vizinho, um par de valsa, qualquer homem, moço ou maduro, me enchia de terror ou desconfiança.

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[Lista] 5 escritoras para ler mais mulheres

Ler mais mulheres é sempre um objetivo aqui no Achados e Lidos. Para incentivar nossos leitores na semana em que o mundo celebra o Dia da Mulher, listamos cinco escritoras que, em suas obras, contam histórias de personagens femininas fortes e interessantes, seja com base em relatos reais ou fictícios!

1. Xinran: A chinesa Xinran nasceu em Beijing em 1958 e escolheu uma profissão particularmente difícil em um país controlado por um partido pouco afeito à liberdade de expressão: o jornalismo. Em seus livros, entre os quais os mais conhecidos são Testemunhas da China e As Boas Mulheres da China, Xinran parte dos relatos de pessoas comuns para contar a história de um país que passou por transformações traumáticas nos últimos 50 anos, que trouxeram desenvolvimento ao mesmo tempo em que deixaram uma parte dos cidadãos à margem do progresso. 

A escritora, que passou pelo Brasil em 2009, se preocupou, especialmente, em dar voz às mulheres esquecidas nesse processo. Grande parte desses relatos foram colhidos durante o período em que Xinran apresentou um programa de rádio muito popular, Palavras na Brisa Noturna, no qual entrevistava mulheres de diferentes condições sociais para tentar entender como viviam essas personagens em um ambiente opressivo, humilhante e miserável.

A maioria das pessoas que me escreviam na rádio eram mulheres. Geralmente eram cartas anônimas ou assinadas com um nome fictício. Muito do que diziam me causava um choque profundo. Eu achava que compreendia as chinesas. Lendo as cartas, percebi como estava enganada. Elas viviam uma vida e enfrentavam problemas com que eu nem sequer sonhava.

O livro é de uma sensibilidade aguçada e mostra, além das agruras do mundo material, a falta de convívio sentimental que prevalecia na China. 

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