Lista da semana (página 1 de 12)

Quem não ama uma lista? Toda semana, vamos organizar em tópicos curiosidades ou novidades literárias que você não pode deixar passar.

[Lista] 10 livros para o desafio Histórias do Quintal

A querida Angela Alhanati, do Ao Sol No Quintal (@aosolnoquintal), nos convidou a participar de um desafio super bacana que ela está promovendo no canal dela. São 10 categorias diferentes que mostram livros que nos fizeram rir, chorar, que marcaram nossa adolescência e nossa vida.

Ao escolher esses títulos, acabamos também contando um pouco dos nossos gostos pessoais e de episódios que nos moldaram: afinal, nossas leituras acabam também definindo nossa personalidade.  

Hoje, sou eu que vou compartilhar aqui os 10 livros que escolhi para esse desafio. Na próxima semana, será a vez da Mari!

Esperamos que vocês gostem!

Ah, se quiserem participar, é só usar a hashtag  #historiasdoquintal e seguir as categorias abaixo. E, claro, não deixem de marcar o Achados & Lidos também!

1) Um livro triste: Vozes de Tchernóbil, de Svetlana Aleksievitch:

Quando começamos o Achados & Lidos, decidimos que o primeiro título do nosso Clube do Livro seria Vozes de Tchernóbil, da ganhadora do Prêmio Nobel de 2015.

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[Lista] 5 autores para comemorar a literatura lusófona

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No próximo sábado, 5 de maio, comemora-se o Dia da Língua Portuguesa. A comunidade lusófona é formada por 9 Estados (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste) – uma diversidade de sotaques e culturas que faz nosso idioma ainda mais rico.

Para celebrar a data, preparamos uma lista com cinco escritores de língua portuguesa, que se destacam por elevar nosso idioma a outro patamar a partir da literatura.

São autores que nos deixam felizes por termos o português como língua materna, pois assim podemos lê-los no original e apreciar cada significado de sua escrita.

1. Clarice Lispector: uma literatura que escancara a alma humana e desafia os limites da linguagem. Lispector é o perfeito equilíbrio entre forma e conteúdo. Em suas mãos, as palavras estão a serviço do mais nobre propósito: a busca pela essência das coisas. Neste trecho de A Paixão Segundo G.H., essa árdua missão é brilhantemente descrita:

O nome é um acréscimo e impede o contato com a coisa. O nome da coisa é um intervalo para a coisa. A vontade do acréscimo é grande – porque a coisa nua é tão tediosa.

2. João Guimarães Rosa: se tem algo difícil de imaginar é uma obra de Guimarães Rosa traduzida. O mineiro, nascido em Cordisburgo, reinventou a língua portuguesa com a genialidade de sua literatura.

Carlos Drummond de Andrade, outro dos nossos gênios, até tentou desvendar seus segredos no poema Um Chamado João:

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[Lista] 5 livros para (tentar) entender o Brasil

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Já dizia Tom Jobim que o Brasil não é para iniciantes. “Nem para iniciados”, completou recentemente o cronista Antonio Prata, em um bom texto sobre o que representa a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Não dá para discordar. Está cada vez mais difícil compreender como chegamos até aqui e, principalmente, entender para qual rumo devemos seguir. Nesses momentos, o melhor a fazer é olhar o passado e tentar entender o que a história pode nos ensinar. Entre clássicos como Raízes do Brasil, de Sergio Buarque de Holanda, a livros mais recentes sobre a crise econômica, aqui vão cinco títulos para (tentar) entender o Brasil:

1. Raízes do Brasil, de Sergio Buarque de Holanda: Descrito como um “clássico de nascença” por Antonio Candido, este ensaio, publicado em 1936, continua a ser lido por historiadores e demais interessados em entender os traços formadores do país. Holanda, que fez parte de uma geração que buscou refletir sobre nossas raízes, como Caio Prado Jr. e Gylberto Freire, investiga nesse livro os regionalismos que nos deram origem, fala da figura do “homem cordial” e aborda ainda a dificuldade de entender os limites entre o público e o privado, talvez o aspecto mais interessante para refletirmos sobre a atualidade.

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[Lista] 5 autores para celebrar a literatura francófona

Em 20 de março, celebrou-se o Dia Internacional da Francofonia, a comunidade linguística formada por todos os povos que têm em comum o idioma francês. 57 Estados fazem parte da Organização Internacional da Francofonia – prova de quem diz que estudar francês não é muito prático está redondamente enganado!

Sou uma entusiasta da língua francesa e comecei a estudá-la por uma identificação cultural, em especial com a literatura. Nada melhor, portanto, do que celebrar essa data com uma lista de nomes brilhantes da literatura francesa. On y va! (Vamos lá!)

1. Albert Camus: francês nascido na costa argelina, em uma família pied-noir – termo que designa os cidadãos franceses que viveram no norte africano dominado pela França –, Camus ganhou o Prêmio Nobel em 1957.

A profundidade de suas narrativas curtas, como O Estrangeiro e A Queda, são provas de que boa literatura também se faz em poucas páginas. Sem perder o chão da realidade cotidiana, os romances filosóficos de Camus levam ao extremo a reflexão sobre o sentido da existência humana.

O que é o livre-arbítrio? O destino pode ser controlado? Onde nasce a consciência? Essas são apenas algumas das “perguntas fáceis” propostas em sua escrita, que, nem por isso, é pesada ou incompreensível. Camus sabe equilibrar com maestria, às vezes em uma mesma frase, o banal e o extraordinário, o concreto e o abstrato:

Assaltaram-me as lembranças de uma vida que já não me pertencia, mas onde encontrara as mais pobres e as mais tenazes das minhas alegrias: cheiros de verão, o bairro que eu amava, um certo céu de entardecer, o riso e os vestidos de Marie.

Genial, não?

2. Marcel Proust: como deixá-lo de fora de qualquer lista que celebre a literatura, ainda mais a francesa? Apesar do pouco contato que tive com a obra de Proust (foram apenas dois volumes de Em Busca do Tempo Perdido e a coletânea de crônicas Salões de Paris), não hesito em afirmar que sua habilidade com as palavras é inigualável. A narrativa proustiana é sinônimo de beleza e elegância:

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[Lista] 5 livros em formato de diário

Quem não teve um diário não teve adolescência! Para matar as saudades dessa fase, hoje selecionamos cinco livros narrados nesse formato, embora nem sempre os dramas tenham algo de juvenil.

Tem um livro preferido neste estilo? Conte  pra gente nos comentários!

1. Informação ao Crucificado, de Carlos Heitor Cony: A literatura brasileira  perdeu neste ano um de seus grandes nomes, Carlos Heitor Cony. Cronista de mão cheia, em Informação ao Crucificado Cony rememora seu período em um seminário, em um livro com fortes traços autobiográficos. O diário que acompanhamos, contudo, é de João Falcão, um jovem prestes a se ordenar, mas que passa a duvidar com cada vez mais insistência de sua vocação, e até da religião.

Imortalidade não basta aos inquietos. Eles terminam santos ou loucos. Deus mais inquietude é santidade. Inquietude mais inquietude é igual à lucidez – que talvez seja a forma complacente da loucura.

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