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[Canção de Ninar] Semana #8

Reta final da leitura de Canção de Ninar! A relação entre a babá e os patrões está cada vez mais insustentável, e os impulsos de Louise, cada vez mais evidentes. Depois de começar o romance pelo fim, com um desfecho para lá de trágico, o que será que Slimani ainda nos reserva para os últimos capítulos? Na próxima semana, terminamos essa leitura!

Mariane Domingos e Tainara Machado

O episódio da carcaça de frango estragada, que Louise deu para Mila comer, foi a gota d’água para Myriam. Nessa obsessão da babá por evitar desperdícios, a mãe percebe que aquela Louise, de aparência tão moderada, fala mansa e gestos calmos, é capaz de chegar aos extremos.

Apesar de ficar assustada, Myriam não tem uma conversa franca com a babá, principalmente porque tem receio de perdê-la agora. Isso estragaria seus planos e sua rotina. Ela decide, junto com o marido, esperar mais um pouco até poder colocar o filho mais novo também na escola.

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[Lista] 10 livros para o desafio Histórias do Quintal

A querida Angela Alhanati, do Ao Sol No Quintal (@aosolnoquintal), nos convidou a participar de um desafio super bacana que ela está promovendo no canal dela. São 10 categorias diferentes que mostram livros que nos fizeram rir, chorar, que marcaram nossa adolescência e nossa vida.

Ao escolher esses títulos, acabamos também contando um pouco dos nossos gostos pessoais e de episódios que nos moldaram: afinal, nossas leituras acabam também definindo nossa personalidade.  

Hoje, sou eu que vou compartilhar aqui os 10 livros que escolhi para esse desafio. Na próxima semana, será a vez da Mari!

Esperamos que vocês gostem!

Ah, se quiserem participar, é só usar a hashtag  #historiasdoquintal e seguir as categorias abaixo. E, claro, não deixem de marcar o Achados & Lidos também!

1) Um livro triste: Vozes de Tchernóbil, de Svetlana Aleksievitch:

Quando começamos o Achados & Lidos, decidimos que o primeiro título do nosso Clube do Livro seria Vozes de Tchernóbil, da ganhadora do Prêmio Nobel de 2015.

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[Canção de Ninar] Semana #7

A dificuldade de encarar sua dura realidade e a inevitável comparação com a vida alheia tornam a existência de Louise cada vez mais amarga. Os rastros de ódio que a levam ao ato brutal do início do romance já são evidentes e assustadores. Para a próxima semana, avançamos até a página 169 e ficamos a quatro capítulos do fim Canção de Ninar!

Mariane Domingos e Tainara Machado

O regresso dos patrões, depois da temporada nas montanhas, não traz boas notícias à Louise. Logo que eles se reencontram, Paul confronta a babá com uma notícia que chocou o casal. De imediato, ela pensa que os vizinhos a denunciaram, relatando os dias que ela passou no apartamento do casal, durante sua ausência. No entanto, não se trata disso. Paul e Myriam receberam uma notificação do Tesouro que revelava as dívidas de Louise e seu desinteresse em negociar o valor devido.

A babá se sente quase aliviada, quando percebe que os patrões não descobriram seu deslize durante as breves férias. A revelação dos seus problemas financeiros lhe inspira menos temor do que a descoberta de seu comportamento, cada vez mais obsessivo, de negação da própria realidade. Louise vive em um estado constante de fuga:

Louise queria tanto ficar. Dormir lá, no pé da cama de Mila. Não faria barulho, não incomodaria ninguém. Louise não quer voltar para o seu apartamento. A cada noite ela volta um pouco mais tarde e anda pela rua, com os olhos baixos, o cachecol erguido até o queixo.

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[Resenha] Infância

A realidade árida da savana sul-africana dá o tom do primeiro volume da trilogia de ficção autobiográfica de J. M. Coetzee, um dos maiores escritores contemporâneos. Em Infância – Cenas da Vida na Província (Companhia de Bolso, 150 páginas), Coetzee relata, com a secura que lhe é habitual, seus anos de formação, em busca de uma identidade que não parece estar em lugar nenhum.

A casa em Worcester, para onde mudaram por causa do pai, que tem dificuldade em se fixar em um emprego, é simples, idêntica a todas as outras. O garoto não consegue se habituar ao local, à brutalidade do entorno.

A infância, segundo a Enciclopédia das Crianças, é uma época de felicidade inocente, que se vive nas campinas entre flores e coelhos, ou  junto à lareira absorto num livro de contos. É uma visão da infância totalmente alheia a ele. Nada do que vive em Worcester, em casa ou na escola, o faz pensar que a infância seja mais que uma fase de engolir a seco e suportar.

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[Canção de Ninar] Semana #6

Que tipo de renúncias os casais fazem quando decidem ter filhos? Elas são mais cruéis para as mães por fatores naturais ou por convenções da sociedade? É possível mudar essa realidade ou a culpa sempre será um sentimento para as mães que optam por conciliar carreira e maternidade? Esses dilemas aparecem com cada vez mais força em Canção de Ninar, de Leïla Slimani. Está nos acompanhando nesta leitura? Então conte para a gente sua opinião sobre esses temas. Para a próxima semana, avançamos até a página 142.

Mariane Domingos e Tainara Machado

– Vamos viajar e levaremos as crianças com a gente. Você vai ser uma grande advogada, eu produzirei artistas de sucesso e nada mudará.

Eles fizeram de conta, eles lutaram.

A frase de Paul, que logo é contestada pelo narrador de Canção de Ninar, mostra que Leïla Slimani não guarda meias palavras quando é preciso expor os dilemas inerentes à decisão de ter filhos. Quando Myriam engravida de Mila, o casal ainda guarda a fantasia de que nada em sua rotina conjugal irá mudar, uma realidade que logo se mostra bem mais dura.

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