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[Lista] 5 séries de livros que merecem lugar na estante

Além de ficarem lindas na prateleira, as séries são uma ótima pedida para aquele leitor que ama acumular livros e se sente órfão quando vira a última página de um romance. Na lista de hoje, separei quatro trilogias e uma tetralogia que merecem um (bom) espaço na sua estante:

1. História do Pranto, História do Cabelo e História do Dinheiro, de Alan Pauls: nessa trilogia, de títulos tão peculiares quanto a narrativa que anunciam, Pauls aborda de maneira muito original uma década complexa e pesada da história argentina – os anos 70.

A partir da lágrima, do cabelo e do dinheiro – gatilhos aparentemente banais e que se assemelham por serem elementos que estamos fadados a perder – Pauls disseca a sociedade argentina do período em uma estrutura narrativa desafiadora e brilhante, que não se baseia na ordem cronológica, mas sim nas conexões de sentimentos e nos arroubos da memória.

Os três livros podem ser lidos aleatoriamente, mas quem seguir a ordem de publicação será premiado com uma curva ascendente de qualidade. História do Dinheiro, fechamento da trilogia, é o meu preferido:

Aquela que perdeu tudo perdeu muito mais que sua fortuna. Perdeu a margem preciosa de tempo que sua fortuna lhe concedia, esse intervalo, essa espécie de colchão mágico que a separava de uma experiência imediata das coisas. Perder tudo a condenou a um inferno pior que a pobreza: o inferno de viver no presente.

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[Lista] 5 animais de estimação na literatura

Animais de estimação são fiéis companheiros dos humanos, e uma relação sempre refletida na literatura. Sejam eles cachorros, cavalos ou até mesmo corujas, listamos 5 bichos que, com sua personalidade cativante, acabaram ganhando protagonismo nas histórias abaixo.

IMG_12581. Baleia, em Vidas Secas, de Graciliano Ramos. Nesta lista, Baleia tem lugar garantido. Ao pensar na relação entre animais e humanos, é impossível não rememorar, imediatamente, a cachorra da família de retirantes nordestinos, todos fugindo de mais uma brutal seca.

O universo que rodeia a família é árido, pobre, depauperado. O pai, Fabiano, e a mulher, sinhá Vitória, trocam apenas grunhidos, palavras mal ajambradas que refletem as condições duras a que são expostos, com os dois filhos, nunca nomeados. Entre essas dificuldades, é Baleia quem conserva ainda certo raciocínio lógico e uma esperança no futuro, sentimentos abstratos que  os demais personagens, cada vez mais dominados por necessidades animalescas, deixam de conseguir articular.

Sua morte é uma das passagens mais tristes de Vidas Secas, quando ela é capaz de sonhar com uma espécie de céu canino:

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[Lista] 5 personagens trabalhadores

Para celebrar o 1º de Maio, comemorado em todo o mundo como Dia do Trabalho, prestamos homenagens a esses personagens que, assim como nós, pobres mortais, precisam enfrentar chefes, horários e as demais pressões da vida laboral.

Trabalhadores do mundo (da literatura), uni-vos!

1. Macabea, de A Hora da Estrela, de Clarice Lispector: A “delicada e vaga existência” diária de Macabea, a personagem principal desse clássico da literatura brasileira, é preenchida por sua função como datilógrafa, habilidade adquirida em um “curso ralo de como bater à máquina”.

Macabea, uma nordestina de dezenove anos que migrou para o Rio de Janeiro, leva uma vida miserável e sem perspectivas, em um trabalho em que o chefe chega a ameaçar mandá-la embora, mas desiste por sua ingenuidade e delicadeza. Seus dias são preenchidos com pensamentos fantasiosos sobre a infância, a fome e a vontade de ser quem não era.

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[Lista] Mais 12 livros para ler em 2017

Depois da lista da Mari, apresentar minhas leituras para 2017 virou uma tarefa difícil! Entre autores conhecidos e novidades aqui no blog (e pra mim também), tentei resgatar nomes queridos e gêneros variados, com ficção, ensaios, biografias, contos e romances!

Como bem disse a Mari, é claro que ao fim de 2017 a lista de leituras acaba repleta de novidades, lançamentos aguardados (o último volume da tetralogia napolitana, nunca te pedi nada, Biblioteca Azul!) e desvios de rota, porque leitura também é estado de espírito! Mas, por enquanto, essas são minhas escolhas para 2017! Na lista, há alguns lançamentos do ano passado, mas muitos livros que já habitavam a minha estante e mal haviam sido abertos. Isso porque, como sempre, uma das metas para o ano é ler mais e comprar menos!

1. Cinco Esquinas, de Mario Vargas Llosa: O peruano ganhador do Nobel em 2010 é um autor de muitas facetas. Entre observações sobre política e ensaios, Vargas Llosa escreveu também romances intrincados como Conversa na Catedral e thrillers daqueles que não dá para largar até chegar à última página. É o caso de Travessuras de Menina Má. Cinco Esquinas, seu romance mais recente, parece seguir a mesma trilha, em uma história que envolve ameaças, jornalismo sensacionalista e o princípio do fim da ditadura no Peru.

2. Jane Eyre, de Charlotte Brontë: As irmãs Brontë viveram na Inglaterra no século XVIII e são, ao lado de Jane Austen, as grandes vozes femininas na literatura do romantismo inglês. Adoro os livros de Austen, mas as tentativas de ler as obras das irmãs Brontë até hoje foram frustradas. Entre O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë, e Jane Eyre, vou começar pelo segundo por retratar uma das personagens mais fortes na história da literatura.

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[Lista] 5 ótimos livros de ensaios

Ensaios não estão entre as categorias mais populares da literatura. Há quem diga que são muito teóricos e difíceis de entender. Para mim, é justamente o contrário. Ler um ensaio é a oportunidade de decifrar um autor e chegar mais perto de compreender toda sua obra. Nesse gênero, os escritores abdicam das máscaras atenuantes da ficção e expõem suas opiniões e experiências da forma mais sincera e direta, nos fazendo refletir sobre nossas próprias posições. Confira, abaixo, uma seleção com meus cinco livros de ensaios favoritos.

1. A Vida Descalço, de Alan Pauls: a escrita do autor argentino não poderia encontrar melhor morada que no gênero de ensaios. Mesmo em seus romances, Pauls é capaz de conduzir longas digressões até esgotar um assunto, sem perder a linha de raciocínio nem a atenção do leitor.

Em A Vida Descalço, o tema é a praia. Misturando memórias de infância às da vida adulta, inclusive sua primeira viagem ao Rio de Janeiro, o escritor desenvolve um ensaio sobre a praia como um ambiente imaginário, em que desejo, ilusão e novos códigos sociais são estabelecidos:

Só uma familiaridade muito precoce com os usos e costumes da praia pode, de fato, embaçar o brilho de uma obviedade que ainda hoje deveria nos deslumbrar: a praia é o único espaço público onde a nudez quase completa não é uma exceção nem uma infração provocadora, e sim um princípio de existência, uma forma de vida, a lei – tácita e unânime, mas não coercitiva – que rege a convivência humana.

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