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[Nossa Senhora do Nilo] Semana #2

Os dois primeiros capítulos de Nossa Senhora do Nilo, de Scholastique Mukasonga, nos deram uma ideia do contexto da narrativa. Conhecemos a história do liceu que dá título ao livro e, por meio dela, vislumbramos a história social e política do povo ruandês. Para a próxima semana, avançamos até a página 67.

Por Mariane Domingos e Tainara Machado

Antes de introduzir de maneira mais detalhada os personagens, Mukasonga trabalha na descrição dos ambientes. A partir de algumas histórias como a da santa que nomeia o liceu e a da construção do colégio , entendemos a configuração da sociedade ruandesa de então.

Já notamos a sutileza da escrita de Mukasonga. Ela é uma exímia contadora de histórias e os fatos que envolvem sua ficção dificilmente aparecerão diretamente, sem ter uma anedota que os embale.

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Dicas da Imensidão] Semana #11

Chegamos ao fim de Dicas da Imensidão e o último conto nos surpreendeu por trazer uma temática diferente dos demais. O estilo narrativo e o poder da linguagem, porém, se mantêm.

O próximo título do Clube do Livro do Achados & Lidos será Nossa Senhora do Nilo, da escritora ruandesa Scholastique Mukasonga. Já resenhamos outro livro dela aqui e contamos como foi sua participação na Flip. Fiquem atentos em nossas redes sociais, porque teremos o sorteio de um livro autografado por ela!

Mariane Domingos e Tainara Machado

Quarta-feira Inútil, como o próprio título prevê, acompanha um dia banal na vida de uma mulher. Não há grandes segredos, revelações ou memórias traumáticas como nas outras narrativas da coletânea, mas nem por isso o conto é menos impactante.

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[Dicas da Imensidão] Semana #4

Em Ísis na Escuridão, terceiro conto de Dicas da Imensidão, de Margaret Atwood, acompanhamos, a partir da perspectiva de Richard, a trajetória de Selena, uma personagem misteriosa que encontra na poesia sua ascensão e sua decadência. Para a próxima semana, leremos o conto O Homem do Brejo, que vai até a página 104.

Por Mariane Domingos e Tainara Machado

A aura de mistério que envolve Selena aparece logo nos primeiros parágrafos do conto Ísis na Escuridão, quando Richard se questiona como ela foi parar ali, na sua mesa de trabalho. Em seguida, somos levados para uma viagem no tempo que retoma o início da história em comum entre os dois personagens.

Richard conheceu Selena em uma cafeteria, chamada Embaixada da Boêmia, que reunia aspirantes a poetas, músicos e intelectuais. Ambos eram jovens e cheios de projetos grandiosos relacionados à literatura. Era a época de negação do ambiente em que viviam e da esperança de um destino diferente do dos pais, por exemplo:

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[Dicas da Imensidão] Semana #1

Na próxima semana, damos início à sétima edição do Clube do Livro do Achados & Lidos! Pela primeira vez, optamos por uma obra do gênero de contos e selecionamos, para essa estreia, um título de uma escritora que tem ganhado bastante destaque nos últimos tempos – a canadense Margaret Atwood. Em se tratando de um livro de histórias curtas, preferimos avançar um conto por semana, seja ele mais curto ou longo, para facilitar a análise e manter a fluidez do Clube do Livro. Esperamos que vocês gostem dessa solução! Assim, na semana que vem, vamos até a página 40, o equivalente ao conto Lixo Verdadeiro.

A escolha do título partiu de uma confluência de fatores. Há algum tempo, a Sté Tiveron, uma de nossas leitoras e amiga (responsável pela carinha linda desse blog!), citou o Dicas da Imensidão em um dos nossos desafios semanais, elegendo-o a melhor leitura do mês. Na semana seguinte, foi publicado um ótimo perfil de Atwood, escrito por Rebecca Mead, em uma das revistas que acompanhamos, a The New Yorker. Também não demorou muito para a adaptação para televisão da obra mais famosa da canadense, O Conto da Aia, ganhar as manchetes. O seriado está sendo transmitido desde o final de abril na plataforma Hulu, um site de vídeos, e tem no elenco nossa eterna Gilmore girl Alexis Bledel.

O livro também voltou à pauta por ser uma distopia em que as mulheres são tratadas como objetos cujo único valor é a fertilidade. Em uma fotografia tirada no dia depois da posse de Donald Trump, na Women’s March em Washington, uma manifestante segurava um cartaz com a frase: “faça margaret atwood ser ficção de novo”. Não à toa, a reportagem que traça o perfil da escritora é intitulada “A Profeta da Distopia”. Enfim, tudo isso para contar que resolvemos prestar atenção a todos esses sinais e escolhemos o título para o nosso próximo clube, rs!

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[Resenha] O Conto da Aia

Imagine um mundo no qual as mulheres são divididas em categorias, não podem mais ler nem escrever sob pena de ter a mão cortada, e no qual o amor e a paixão são crimes contra o objetivo primordial do Estado: a reprodução. Foi esse futuro distópico que a canadense Margaret Atwood descreveu em O Conto da Aia, o clássico lançado em 1985 que acumula milhões de exemplares vendidos nos últimos 30 anos, além de ter sido traduzido para mais de 40 idiomas. Em junho, O Conto da Aia ganha nova edição no Brasil, pela Rocco.

Poucas vezes se falou tanto de um livro lançado há mais de três décadas. O influente clube do livro de Emma Watson, com fóruns de discussão no Goodreads e em perfis do Instagram,  por exemplo, escolheu O Conto da Aia como leitura para o mês de maio, o que só fez aumentar o debate em torno do título.

É claro que a série televisiva, uma produção americana resultado da parceria entre as emissoras MGM e Hulu, contribuiu para o fenômeno, mas o que parece ter levado as atenções a se voltar para esse romance é mesmo a ascensão da extrema-direita nos Estados Unidos, cujo símbolo maior foi a eleição de Donald Trump para a presidência no fim do ano passado.

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