Autor: Achados & Lidos (página 1 de 30)

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Quem nos segue há um tempinho sabe que amamos unir nossas duas paixões: viagens e livros. Sempre que possível, aproveitamos para visitar livrarias e bibliotecas por aí. Hoje, temos uma dica ainda mais especial. O jornalista e consultor João Villaverde visitou a Foyles, conhecida como a maior livraria do mundo, em uma viagem a trabalho para Londres. Abaixo, ele conta um pouco mais sobre essa experiência. E, para quem quiser outras dicas dele, vale assinar sua newsletter “Refúgio do ruído”, recheada de boas reflexões e ótima seleção de leituras. O link é https://www.jvillaverde.info/.

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Eu já conhecia a fama grandiloquente da Foyles (“a maior livraria do mundo”), mas foi sem querer que eu a efetivamente conheci. Numa viagem de trabalho a Londres, marquei no bloco de notas a loja que fica dentro da estação Waterloo do metrô e me organizei para ir para lá ao final da semana, terminadas as reuniões. Pois eu estava passeando na Charing Cross Road e, voilá, a verdadeira Foyles estava lá, diante de mim. Essa surpresa (gerada pela minha própria e assustadora desatenção para endereços e mapas) foi impagável.

A Foyles é muito maior do que eu sonhava. Não há formas ideais de descrevê-la. Gigante, monstruosa, enorme, dinossáurica… essa talvez funcione, afinal. A livraria existe (como quase tudo em Londres) há mais de 100 anos. Embora seja a caçula entre as livrarias tradicionais, a Foyles compensou a relativa juventude com um tamanho notável. Há um andar inteiro só para romances. Outro somente para não-ficção. Um piso completo de livros infantis (o que fez a alegria do meu pequeno Teo quando voltei ao Brasil — e o azar de meu patrimônio financeiro quando a fatura do cartão chegou). No alto, o último piso ainda guarda uma seção inteira só para música, incluindo um cômodo escondido onde só entram apaixonados por Jazz. Eu poderia morar naquele cômodo para o resto da minha vida. 

Por fim, a Foyles traz também um café, com janelas que dão para as ruas e os jardins suspensos dos sortudos vizinhos desta livraria. A última vez que estive na Foyles foi no fim de 2019, durante nova viagem de trabalho. Eu não poderia saber, mas foi mais ou menos na mesma época que do outro lado do mundo aquele famigerado morcego carregava para o primeiro infectado o novo coronavírus… Não vejo a hora desse terror passar. Sonho levar meu filho para a Foyles.”


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[O Mestre e Margarida] Semana #14

O Mestre e Margarida, de Mikhail Bulgákov, foi sem dúvidas uma das leituras mais divertidas – e desafiantes – que fizemos ao longo desses doze Clubes do Livro do Achados e Lidos, como apontam os leitores que nos enviaram os comentários que reproduzimos abaixo.

A visita do Diabo e sua trupe à Moscou rende cenas insólitas, como o baile da meia noite, e também reflexões importantes sobre livre arbítrio, tentação e religiosidade. Ainda assim, em meio a uma miríade de personagens e referências rebuscadas, que vão do Inferno de Dante ao Fausto de Goethe, esse é um livro que exige dedicação do leitor, como podemos perceber nos comentários que recebemos de nossos seguidores.

Mais uma vez, agradecemos à participação de nossos leitores! Em breve retomaremos os Clubes, agora em um novo formato, pensado para aumentar ainda mais a discussão! Fiquem ligados em nossas redes sociais!

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[O Mestre e Margarida] Semana #13

Chegamos ao fim de mais um clube do livro! O saldo da leitura? Muito mais que positivo! Nós, que já somos fãs de literatura russa, nos surpreendemos com essa obra prima de Bulgákov. Com uma escrita que mistura, com maestria, realidade e fantasia, ele construiu um enredo repleto de referências históricas e permeado de ironias inteligentes.

E você? Acompanhou a leitura conosco? Mande suas opiniões para o e-mail blogachadoselidos@gmail.com. Publicaremos na próxima semana!

Por Mariane Domingos e Tainara Machado

Chegou a hora do Juízo Final em O Mestre e Margarida. Korôviev e Behemoth continuam a perambular por Moscou, em suas últimas aventuras na cidade. Os destinos são, claro, escolhidos a dedo: uma loja exclusiva para estrangeiros e o lar de escritores, a casa de Griboiêdov.

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[O Mestre e Margarida] Semana #12

Os acertos de conta começam a ser feitos em Moscou, onde se desenrola uma investigação sobre o que, afinal, aconteceu no Teatro de Variedades durante o espetáculo da trupe diabólica. Na próxima semana, encerramos a leitura de O Mestre e Margarida, com certeza uma das mais marcante do nosso Clube do Livro! Também acompanhou conosco? Não deixe de enviar seu comentário sobre a leitura!

Por Mariane Domingos e Tainara Machado

As páginas finais de O Mestre e Margarida se aproximam e, aos poucos, começamos a colocar alguns pontos finais nessa história hilariante. Como não poderia deixar de seu quando se trata de Bulgákov, mesmo os acertos de conta têm um quê de delirante.

Em sua imersão na obra do mestre, Margarida lê mais um trecho da história de Pôncio Pilatos. Os dias seguintes à crucificação de Ha-Notzri (Jesus, na grafia original) não trazem paz para o procurador, como ele já temia. Judas de Queriote, que traiu seu mestre por trinta tetradracmas, foi morto em uma emboscada. O oficial de inteligência encarregado de evitar esse assassinato não o conseguiu. Marcos, um dos leais seguidores de Jesus, também tinha o mesmo desígnio, até saber que o traidor está morto. Pilatos chama para si essa responsabilidade, e sabemos que se aproxima o momento em que ele terá que enfrentar o peso de suas decisões.

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[O Mestre e Margarida] Semana #11

Depois do grande baile, chegou a hora do reencontro entre o Mestre e Margarida. Com diálogos cheios de ironia e humor, Bulgákov vai conduzindo o leitor ao desfecho dessa narrativa. Para a próxima semana, avançamos até o início do capítulo 28 ou página 346, se você tem a edição da foto.

Por Mariane Domingos e Tainara Machado

Depois de cumprir todas as condições da trupe diabólica e passar uma noite surreal e exaustiva como anfitriã do baile, Margarida pode, enfim, reivindicar sua parte no trato. Porém, como todos os momentos até agora envolvendo o diabo, esse também é carregado de armadilhas, testes e, claro, muito humor e ironia.

Ao contrário da maioria dos personagens, Margarida é bastante perspicaz. Ela consegue desvendar, sem grandes dificuldades, a agenda oculta de Woland. Quando a noite do baile se encaminha para o seu final, ela percebe que, embora tenha seus direitos diante do combinado, aquela trupe era poderosa demais para que ela se arriscasse com cobranças.

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