Autor: Achados & Lidos (página 1 de 17)

[Dicas da Imensidão] Semana #9

Até o momento, Peso foi o conto que mais escancarou a questão feminina, ao abordar  um tema bastante sério e urgente: a violência doméstica contra mulheres. Mantendo o estilo que já conhecemos, de revelar a história aos poucos em relatos que oscilam entre passado e presente, Margaret Atwood nos presenteia com mais uma narrativa de altíssima qualidade. Para a próxima semana, vamos até a página 214, com a leitura do conto que intitula o livro – Dicas da Imensidão.      

Mariane Domingos e Tainara Machado

A narradora do conto Peso é marcada pelo cansaço. Uma fadiga em relação à vida, às pessoas e à crueldade humana. Logo nas primeiras frases, ela deixa isso claro:

Estou ganhando peso. Não estou ficando maior, apenas mais pesada. (…) O peso que sinto está na energia que consumo para me locomover: andar pela calçada, subir a escada, ao longo do dia. Está na pressão em meus pés. É uma densidade nas células, como se eu bebesse metais pesados. Nada que se possa medir, embora existam as pequenas protuberâncias de carne habituais que precisam ser tornadas mais firmes, mais musculosas, mais trabalhadas com malhação. Trabalhada. Tudo está se tornando trabalhoso demais.

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“No mundo existem pessoas que montam a maquete de um navio dentro de uma garrafa usando uma longa pinça, e demoram quase um ano nessa tarefa. Escrever romances talvez seja parecido.”

 

Haruki Murakami em
Romancista como Vocação

[Dicas da Imensidão] Semana #8

A Era do Chumbo é um conto sobre permanência e morte, amor e degradação e sobre o mistério de uma doença que marcou uma geração. Margaret Atwood pode não ter, nos contos, a mesma habilidade para desenvolver personagens que Alice Munro, mas a mão forte de sua escrita sobre a passagem do tempo faz com que as histórias de Dicas da Imensidão sejam imperdíveis. Na próxima semana, vamos até a página 188, com o conto Peso.

Mariane Domingos e Tainara Machado

Muitas vezes, em Dicas da Imensidão, demoramos a nos situar dentro dos contos escritos por Margaret Atwood. Durante algumas páginas, a leitura flui, mas não fica claro para o leitor onde Atwood quer chegar com aquele texto. Com habilidade, porém, a escritora canadense desenvolve a conclusão de suas histórias, nos surpreendendo com a densidade das camadas de sentido que ela vai sobrepondo para unir passado e futuro numa mesma narrativa.

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“Então é esta a dor da perda. Ela se sente como se um saco de cimento tivesse sido despejado dentro dela, endurecendo muito depressa. Mal consegue se mover.”

 

Alice Munro em Fugitiva

[Dicas da Imensidão] Semana #7

Na construção de nossa autoimagem, somos levados a acreditar no que não passa de aparência? Em Tios, sexto conto de Dicas da Imensidão, essa é a pergunta que Margaret Atwood parece fazer ao leitor, nas entrelinhas de uma história de sucesso. Está acompanhando a leitura conosco? Deixe seu comentário abaixo! Na próxima semana, vamos até a página 172, com o conto A Era do Chumbo.

Mariane Domingos e Tainara Machado

No sexto conto de Dicas da Imensidão, mais  uma vez Atwood descreve um arco narrativo que vai da infância à fase adulta, desenvolvendo as ambiguidades da personagem principal da história, Susanna.

O conto, intitulado Tios, começa com uma apresentação de sapateado de Susanna, na qual ela se apresenta sobre uma caixa de queijo com vestido de marinheira. Nesta cena, a autoconfiança da garota já é colocada à prova pelas tias, que a abraçavam e beijavam sem sinceridade. O que importava para a menina, contudo, era a opinião dos “tios”, os irmãos de sua mãe que se encarregam de sua criação após o desaparecimento de seu pai, na guerra.

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