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[O Retrato de Dorian Gray] Semana #7

Foi difícil segurar a leitura no último trecho! Será que a grande revelação vai acontecer? Vamos descobrir na leitura da próxima semana. Avançamos mais dois capítulos, o 13 e o 14, até a página 203 se você tem a edição da foto de O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde, da Penguin-Companhia.

Por Mariane Domingos e Tainara Machado

Os anos avançam e a beleza de Dorian Gray se conserva na mesma medida em que sua alma e seu retrato se corrompem. Quase duas décadas se passam e Wilde resume em um capítulo, mais pautado em reflexões do em que ações, a vida de Dorian Gray nesse período: uma existência totalmente centrada no prazer.

O personagem coloca sua experiência sensorial e seus desejos acima de qualquer moral e leva uma vida que, não demora muito, vira alvo das fofocas da época. Época, aliás, que Wilde não perde a oportunidade de criticar:

Neste país basta alguém ser ilustre e ter cérebro para que todas as línguas vulgares se agitem contra ele. E que espécie de vida leva a gente que afirma ter moral? Meu caro amigo, você esquece que estamos na terra natal da hipocrisia.

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[O Retrato de Dorian Gray] Semana #6

O grande protagonista deste romance, o famoso retrato de Dorian Gray, começa a ganhar espaço na narrativa e já estamos curiosas para saber o que vem pela frente. Para a próxima semana, leremos os capítulos 11 e 12, até a página 180, se você tem a edição da foto, da Penguin-Companhia.

Por Mariane Domingos e Tainara Machado

Depois da paixão tão avassaladora quanto passageira por Sibyl, a nova obsessão de Dorian Gray é esconder o seu retrato. Na noite da morte da jovem, ele reparou que o quadro era um espelho da sua alma. Todos seus maus sentimentos refletiam-se na pintura, dando forma a um rosto horrendo, com ares de escárnio:

O que o verme era para o cadáver, seus pecados seriam para a imagem pintada sobre a tela.

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[O Retrato de Dorian Gray] Semana #5

O encontro entre a paixão de Dorian Gray com seus amigos se mostrou uma verdadeira tragédia grega, levando o personagem a um dilema: deveria criar consciência sobre suas ações ou se entregar a uma vida de prazeres e pecados? Curioso para saber a decisão de Gray? Leia  o post completo no blog! Para a próxima semana, avançamos os capítulos 9 e 10 de O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde, até a página 148, se você tem a edição da foto, da Penguin-Companhia.

Por Mariane Domingos e Tainara Machado

A paixão arrebatadora de Dorian Gray por Sibyl Vane foi tão repentina quanto fugaz, como já esperávamos. O amor do jovem não resistiu ao primeiro encontro dela com seus amigos e se espatifou, mais uma vez evidenciando a superficialidade dos sentimentos guardados por Gray, estimulado por Lord Henry.

A apresentação de Sibyl Vane como Julieta para uma plateia cheia, comporta também por Lord Henry e Basil Hallward, se mostra um verdadeiro desastre. Ao subir ao palco, a jovem atriz toma um ar de curiosa indiferença, e declama mesmo as mais belas das passagens com um tom artificial, falso.

Encerrada a apresentação, entendemos um pouco melhor a mudança de tom na atuação de Sibyl Vane, em uma oposição entre idealização e realidade, entre a superficialidade dos sentimentos e a verdade das intenções de um e outro. Para Vane, o amor verdadeiro tinha um valor mais elevado do que as paixões representadas na arte, tornando sua atuação medíocre quando descobre o que é se apaixonar. A realidade, no seu caso, tinha um peso maior do que as aparências.

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[Resenha] As Três Marias

As três marias, estrelas alinhadas que são referência no céu do hemisfério sul, parte da constelação Orion, têm brilhos diferentes. Uma irradia uma luz mais firme, outra é mais fugidia ou mais hesitante: assim também é a personalidade das três amigas que compõem o romance mais autobiográfico da brasileira Rachel de Queiroz, lançado em 1939.

O apelido é dado logo no início do livro por uma freira do colégio interno em que se passa a primeira metade da história: por estarem sempre juntas, em todos os cantos, Maria José, Maria Augusta e Glória foram logo designadas como As Três Marias, título do livro.

(…) nossa comparação com as estrelas foi como uma embriaguez nova, um pretexto para fantasias, e devaneios. (…) À noite, ficávamos no pátio, olhando as nossas estrelas, identificando-nos com elas. Glória era a primeira, rutilante e próxima. Maria José escolheu a da outra ponta, pequenina e tremente. E a mim me coube a do meio, a melhor delas, talvez; uma estrela serena de luz azulada, que seria decerto algum tranquilo sol aquecendo mundos distantes, mundos felizes, que eu só imaginava noturnos e lunares.

A história é narrada em primeira pessoa por Maria Augusta, ou Guta, como a personagem prefere se apresentar. Depois da morte da mãe e do casamento do pai com uma madrasta correta e bondosa, mas com a qual ela não se identifica, Guta é enviada para o colégio interno.

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[O Retrato de Dorian Gray] Semana #4

Novos personagens entraram na história e deram ritmo à narrativa. Como será o encontro entre os amigos de Dorian Gray e sua amada? Para a próxima semana, avançamos os capítulos 7 e 8 da leitura de O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde, até a página 126, se você tem a edição da foto, da Penguin-Companhia.

Por Mariane Domingos e Tainara Machado

Se até agora flanamos pelos círculos aristocráticos ingleses, chegou a hora de conhecer a realidade das camadas menos favorecidas de então. A eleita de Dorian Gray, Sibyl Vane, é uma atriz humilde cuja mãe só se entusiasma por um bom casamento para filha e cujo irmão, de apenas 16 anos, está partindo para Austrália em busca da ilusória vida de riqueza das colônias.

Sibyl está tão hipnotizada por Dorian quanto ele por ela. Sob o apelido de Príncipe Encantado, ela conta maravilhas do amado à mãe e ao irmão. Tudo que importa à mãe é se o pretendente tem posses. Já ao irmão o romance não parece um bom presságio. O fato de Gray ser um cavalheiro da alta sociedade é o primeiro ponto de irritação para o jovem. Vemos aí uma rusga típica da luta de classes, que ainda não sabemos se Wilde irá explorar:

O jovem dândi que a amava não devia significar nada de bom para ela. Era um cavalheiro, ele o odiava por isso, odiava-o por um instinto de raça peculiar, que não era capaz de compreender, e que, pela mesma razão o dominava ainda mais.

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