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[Nossa Senhora do Nilo] Semana #2

Os dois primeiros capítulos de Nossa Senhora do Nilo, de Scholastique Mukasonga, nos deram uma ideia do contexto da narrativa. Conhecemos a história do liceu que dá título ao livro e, por meio dela, vislumbramos a história social e política do povo ruandês. Para a próxima semana, avançamos até a página 67.

Por Mariane Domingos e Tainara Machado

Antes de introduzir de maneira mais detalhada os personagens, Mukasonga trabalha na descrição dos ambientes. A partir de algumas histórias como a da santa que nomeia o liceu e a da construção do colégio , entendemos a configuração da sociedade ruandesa de então.

Já notamos a sutileza da escrita de Mukasonga. Ela é uma exímia contadora de histórias e os fatos que envolvem sua ficção dificilmente aparecerão diretamente, sem ter uma anedota que os embale.

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[Lista] 5 livros sobre a vida de escritor

Para os leitores, escritores são quase criaturas mágicas: se alimentam de literatura e habitam um mundo paralelo, repleto de personagens fascinantes e histórias fantásticas, com uma rotina intrigante. Sabemos, claro, que não é bem assim. A escrita é um ofício solitário, que exige disciplina e rigor. Ainda assim, não deixamos de nos encantar ao entender de onde vem a inspiração para as histórias que acabam povoando a nossa imaginação. Na Lista da Semana, selecionamos cinco livros que tratam da vida e do ofício de escritor.

1. Romancista como Vocação, de Haruki Murakami: O popular autor japonês de clássicos como 1Q84 e Dance Dance Dance alterna neste livro dicas sobre escrita e memórias de seu processo de formação. Murakami relembra as condições que o levaram a escrever seu primeiro livro, Ouça a Canção do Vento (recentemente publicado pela Companhia das Letras no Brasil), quando tinha quase 30 anos, e como sua vida acabou mudando por completo quando esse romance ganhou o prêmio Gunzô. Segundo ele, esse golpe de sorte contribuiu muito para que ele acabasse se tornando um escritor profissional, embora tenha diminuído a importância de outros prêmios literários (há anos, Murakami aparece na lista de potenciais laureados com o Nobel de Literatura).

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[Dicas da Imensidão] Semana #12

A sétima edição do Clube do Livro do Achados & Lidos nos fez entender um pouco mais porque só se fala de Margaret Atwood. A escritora canadense tem uma habilidade ímpar para transformar a banalidade da vida em literatura profunda, nos fazendo refletir sobre questões contemporâneas, como feminismo, envelhecimento, poder da imagem e da propaganda – temas que aparecem com frequência nos contos de Dicas da Imensidão – sempre de forma surpreendente, com mensagens indiretas, nas entrelinhas. Para quem está triste com o fim da leitura, recomendamos fortemente O Conto da Aia, reeditado recentemente pela Editora Rocco.

Foi também a primeira vez que optamos por um livro de contos para o Clube, e achamos que o formato funcionou muito bem! Esperamos que vocês tenham gostado tanto quanto a gente. Abaixo, publicamos comentários de alguns de nossos leitores, como já fizemos anteriormente.

A oitava edição do Clube do Livro é uma escolha muito especial. Scholastique Mukasonga foi, sem dúvida, a autora que mais nos encantou em nossa viagem à Paraty, para acompanhar a Flip de 2017. Escrever, para ela, foi a única escolha possível diante dos acontecimentos trágicos de sua vida. O título escolhido é Nossa Senhora do Nilo, lançado pela Editora Nós. No nosso perfil no Instagram (@achadoselidos), estamos sorteando um exemplar autografado pela autora. Quer incentivo maior para participar do Clube? Junte-se a nós em mais essa leitura!

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[Divã] Histórias da Flip, parte 2

Ela sobe ao palco. É magra, jovem, de vestido com miúdas estampas animais e cabelo curto. Sua figura não nos prepara e nem antecipa a potência do discurso que vem a seguir. A poeta pernambucana Adelaide Ivánova participou da série Fruto Estranho, que convidou autores a fazer intervenções  e performances antes de seis mesas da programação do Auditório  da Matriz, uma das novidades, da Flip  (Festa Literária Internacional de Paraty) de 2017. Seu texto começou assim:

O problema não é que as pessoas lembrem por meio de fotos, mas que só se lembrem das fotos. Lembrar, cada vez mais, não é recordar a história, e sim ser capaz de evocar uma imagem.

Na foto preto e branco, o corpo de Angela Diniz está de bruços, descalço, de blusa e meia calça, sem a parte de baixo da roupa. Sangue na altura da cabeça. Angela Diniz foi assassinada em 1976 pelo namorado, com três tiros no  rosto e um na nuca.

A foto do corpo de Angela está online.

Ivánova prosseguiu em voz firme, por pouco mais de dez minutos, a relatar minuciosamente feminicídios que ocorreram há poucos ou muito anos, durante o período democrático ou na ditadura, casos célebres e mortes esquecidas pela imprensa, sempre nos lembrando que as fotos desses corpos estão online.

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Dicas da Imensidão] Semana #11

Chegamos ao fim de Dicas da Imensidão e o último conto nos surpreendeu por trazer uma temática diferente dos demais. O estilo narrativo e o poder da linguagem, porém, se mantêm.

O próximo título do Clube do Livro do Achados & Lidos será Nossa Senhora do Nilo, da escritora ruandesa Scholastique Mukasonga. Já resenhamos outro livro dela aqui e contamos como foi sua participação na Flip. Fiquem atentos em nossas redes sociais, porque teremos o sorteio de um livro autografado por ela!

Mariane Domingos e Tainara Machado

Quarta-feira Inútil, como o próprio título prevê, acompanha um dia banal na vida de uma mulher. Não há grandes segredos, revelações ou memórias traumáticas como nas outras narrativas da coletânea, mas nem por isso o conto é menos impactante.

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