[LISTA] 5 dicas no Netflix para quem ama literatura

Nem só de livros vive o Achados! Selecionamos cinco filmes que estão disponíveis no Netflix Brasil e que têm grandes chances de encantar quem é apaixonado por livros.

1. A Sociedade Literária e a Torta da Casca de Batata: a escritora Juliet Ashton, interpretada por Lily James, decide viajar até a ilha de Guernsey, depois de receber uma carta de um morador contando a origem inusitada do clube do livro local. A história remonta ao período da Segunda Guerra Mundial, quando a ilha foi ocupada pelos nazistas. Dessas memórias, surgem segredos que aguçam o instinto de escritora da jovem Juliet. Várias pitadas de literatura, um pouco de história e boas doses de romance açucarado garantem um filme leve, para assistir a qualquer hora. Ah, e a produção é baseada no romance homônimo escrito por Annie Barrows e Mary Ann Shaffe.

2. Gabo: a criação de Gabriel García Márquez: nesse documentário sobre a vida e obra do escritor colombiano, descobrimos detalhes de sua trajetória que ajudam a compreender melhor a grandeza de livros como Cem Anos de Solidão e O Amor nos Tempos do Cólera. Da infância em Aracataca ao Nobel de Literatura, o filme passa por todas as fases de Gabo, inclusive sua atuação como jornalista e seu encontro com a escrita ficcional.

A partir de uma narrativa bastante agradável, em que depoimentos de familiares, amigos e especialistas se misturam a entrevistas com o próprio autor e leituras de trechos de sua obra, o documentário foge do óbvio e é uma ótima dica tanto para quem quer saber mais sobre Gabo quanto para quem já é fã.

3. Histórias Cruzadas: a garota branca Skeeter, interpretada por Emma Stone, retorna para sua casa em uma pequena cidade do Mississipi, nos anos 60, determinada a se tornar escritora.

A ideia que ela tem para o seu livro, no entanto, não agrada a sociedade conservadora local: Skeeter começa a entrevistar as mulheres negras da cidade, que, em sua maioria, abdicavam de suas próprias famílias, para criar os filhos das famílias brancas. Entre elas, Aibileen Clark, interpretada magistralmente por Viola Davis.

O filme é um retrato pungente do racismo na sociedade americana, que, vale lembrar, acabou com a segregação institucionalizada, estabelecendo a igualdade de direitos sem discriminação de raça, somente na segunda metade da década de 60.

Histórias Cruzadas também trata do empoderamento feminino, pois além de abordar as trajetórias de força e resistência das mulheres negras, traz na personagem de Skeeter o desafio à sociedade patriarcal. Com suas aspirações a se tornar escritora, a jovem resistia à banalização da educação feminina e à imposição do casamento como caminho único.

4. Sociedade dos Poetas Mortos: ao escrever esta lista me dei conta de que já é hora de rever esse ótimo filme, pois além de uma grande atuação de Robin Williams, na pele do professor de poesia John Keating, a produção, como o próprio título sugere, também é repleta de referências literárias.

Com talento e uma abordagem inspiradora, Keating consegue se aproximar de seus alunos, incentivando-os a correr atrás das suas paixões individuais, seguir o pensamento livre e fugir das pressões sociais que os levam à infelicidade de caminhos pré-determinados. O filme é uma bela expressão do termo latino Carpe diem.

5. The End of the Tour (O Final da Turnê): a entrevista de cinco dias de David Lipsky, repórter da Rolling Stone, com o escritor americano David Foster Wallace, em 1996, é objeto desse filme imperdível para conhecer uma das vozes mais relevantes da literatura americana contemporânea.

A icônica entrevista acompanhou a última parada da turnê de lançamento de Graça Infinita, considerado por muitos o grande romance americano. Desse breve e intenso contato, Lipsky construiu um perfil instigante de Wallace, cuja literatura se destacava pelo experimentalismo, linguagem ousada e crítica contundente sobre os vícios da sociedade americana, especialmente o entretenimento.

Naquele momento, Wallace vivia um momento sem precedentes em sua vida, de superexposição a partir da avassaladora recepção do seu romance-evento. Na entrevista, é possível perceber o quanto essa posição sob os holofotes lhe parecia, ao mesmo tempo, incômoda e curiosa.

Wallace se suicidou em 2008, depois de uma luta de quase vinte anos contra a depressão. O filme foi lançado em 2015 e baseou-se no livro escrito por Lipsky, Although of Course You End Up Becoming Yourself, uma espécie de memória desse encontro fugaz, mas marcante, com um grande nome da literatura.

E você, tem mais dicas? Deixe aqui nos comentários!

Mariane Domingos

Mariane Domingos

Jornalista formada pela ECA-USP, prefere caligrafia à tabuada, não acredita no ditado “uma imagem vale mais que mil palavras” e tem dificuldades para se controlar em livrarias (especialmente nas que vendem também papelaria).
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1 Comentário

  1. Já vi alguns desses!
    Mas esse do Gabo e do Wallace ainda não!
    Já vai ser minha programação do fds!
    Ótimas dicas como sempre!
    xero

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