Autor: Mariane Domingos (página 2 de 41)

[Lista] 5 livros menos conhecidos de grandes escritores

Quer conhecer a escrita de autores clássicos, mas está sem coragem para enfrentar logo de cara os calhamaços mais famosos? Ou, então, já leu vários livros de um grande escritor e está procurando títulos menos conhecidos para se aprofundar em sua obra? Esta lista será útil para você! Selecionamos cinco livros que, embora não sejam os mais célebres desses autores, são ótimos representantes da sua literatura.

1. Salões de Paris, de Marcel Proust: quando se fala de Proust, o primeiro nome que vem à cabeça é Em Busca do Tempo Perdido. No entanto, é preciso bastante dedicação para concluir os sete volumes dessa obra-prima. Caso falte disposição, não se preocupe. Isso não quer dizer que você não possa conhecer a escrita ímpar desse ícone da literatura francesa.

Salões de Paris reúne 22 textos de Proust, publicados entre o final do século XIX e início do XX, a maioria deles no Le Figaro. Nessa coletânea, é revelada a faceta do Proust jornalista que, em muitos aspectos, lembra a do célebre Proust romancista. De crônicas que versam sobre as festas requintadas da Paris do início do século XX até ensaios que refletem sobre memória e família, nesse livro, é possível apreciar toda exuberância do rebuscado estilo proustiano.

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[Resenha] A Estalagem Vermelha

A história que poderia ser apenas mais uma curta novela policial ou um conto de suspense transforma-se, nas mãos do francês Honoré de Balzac, em uma pequena joia da literatura. L’Auberge Rouge (A Estalagem Vermelha) foi lançado em 1831 na Revue de Paris e integra A Comédia Humana, título que Balzac deu ao conjunto de sua obra e que se organiza em três frentes: Estudos de Costumes, Estudos Filosóficos (seção da qual este título faz parte) e Estudos Analíticos.

A narrativa começa com uma cena tipicamente burguesa: um jantar organizado em homenagem ao banqueiro alemão Hermann, que está de passagem por Paris. Após o banquete, uma das convidadas pede que o homenageado conte uma anedota alemã para elevar os ânimos dos convivas.

Hermann relembra, então, uma estranha história que ouviu durante o período em que esteve preso em Andernach, na época das guerras napoleônicas, depois de ter sido capturado pelas tropas francesas.

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“Quando eu tinha uns seis anos de idade, chegou o grande dia para mim: papai esvaziou um cantinho de uma de suas estantes e permitiu que eu transferisse meus livros para lá. Para ser mais preciso, ele me deu uns trinta centímetros, mais ou menos a quarta parte da prateleira mais baixa. Abracei meus livros, que até então viviam deitados sobre o tapete, ao lado da minha cama, e os carreguei até a estante de papai e os arrumei em pé, as costas voltadas para o mundo exterior, e a frente, para a parede.

Aquele foi um ritual de iniciação, o verdadeiro rito de passagem para a idade adulta: o individuo cujos livros ficam de pé já é um homem, não mais uma criança. Agora eu era como o meu pai. Meus livros estavam de pé.”

 

Amós Oz em De Amor e Trevas

[Divã] Caçadores de autógrafos

Neste ano, não teve Flip pro Achados. Com o gostinho amargo de quem gostaria de estar lá, eu e Tatá passamos cinco dias tentando superar uma timeline monopolizada por fotos e notícias de Paraty. Não foi fácil, mas sobrevivemos à base de muita leitura e boas lembranças das edições anteriores.

Das barracas de doces às mesas com os autores, a Flip é um conjunto de experiências imperdíveis, principalmente por proporcionar aos apaixonados por literatura a proximidade com os escritores.

Além de poder ouvi-los nas mesas e nos eventos paralelos, ainda temos as famosas filas de autógrafos, um dos meus momentos favoritos! É preciso muita paciência, porque elas podem tomar um bocado de tempo. Meu recorde foi em 2016, quando levei duas horas e meia para conseguir um autógrafo da Nobel de Literatura Svetlana Aleksiévitch. Valeu a pena? Com certeza!

Mas por que será que livros autografados são objetos de desejo para grande parte dos apaixonados por literatura? No meu caso, a resposta é fácil: o autógrafo está ligado à memória. É como ter uma lembrança física de uma experiência agradável.

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[Resenha] Soldados de Salamina

Considerado um forte candidato a clássico pela revista The New YorkerSoldados de Salamina (Editora Globo – Biblioteca Azul, 213 páginas), do escritor espanhol Javier Cercas, é uma daquelas leituras que renovam a fé na literatura contemporânea. Uma história simples combinada a uma estrutura narrativa intrincada e inovadora faz dessa obra uma experiência recomendável a qualquer apaixonado por literatura.

O romance traz as aventuras de um escritor, que ao que tudo indica é o próprio Cercas, durante o processo de criação do seu novo trabalho, o livro Soldados de Salamina. Trata-se, portanto, de uma metanarrativa, ou seja, o relato se volta para ele mesmo.

Depois de algumas empreitadas frustradas na literatura e da decisão de abandoná-la, Cercas se vê novamente diante de uma história que precisa ser contada. O personagem central do episódio que o intriga é Sánchez Mazas, político e ideólogo da Falange, partido de sustentação da ditadura de Franco.

Capturado por republicanos nos estertores da sangrenta Guerra Civil Espanhola (1936-1939), Mazas escapou de um fuzilamento e teve um retorno triunfal, quando as forças fascistas chegaram ao poder. A curiosidade pelos detalhes dessa fuga, que com o tempo ganhou contornos novelescos, levam o escritor a um trabalho profundo de investigação.

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