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[A Máquina de Fazer Espanhóis] Semana #12

A Máquina de Fazer Espanhóis chegou ao fim e nos despedir não está fácil! A angústia, esse sentimento tão humano, dominou António à medida que ele ia perdendo suas capacidades físicas. Entre a culpa e o desespero pela proximidade da morte, ele também faz uma bonita descoberta sobre a amizade. Gostamos muito do livro de Valter Hugo Mãe e de todas as reflexões que a leitura nos incitou a fazer! Na próxima semana, convidamos nossos leitores a compartilhar conosco sua opinião sobre o livro!

Gostaram? Amaram? Deixem seus comentários aqui no blog ou nos enviem por e-mail no blogachadoselidos@gmail.com!

Por Mariane Domingos e Tainara Machado

Desde que entrou no Lar da Feliz Idade, António conhecia seu destino – a transferência para a ala esquerda, próxima do cemitério, próxima da morte. Por mais que ele tentasse se convencer de que desejava o fim, enfrentar essa realidade não foi uma experiência simples.

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[A Máquina de Fazer Espanhóis] Semana #9

Os fantasmas do presente e do passado perturbam os dias de António no Lar da Feliz Idade. A morte de dona Marta e os problemas de saúde do senhor Pereira resgatam memórias que o narrador julgava esquecidas. Na próxima semana, avançamos mais dois capítulos de A Máquina de Fazer Espanhóis – até a página 211, se você tem a edição da Biblioteca Azul, ou até a página 202, se você tem a edição da Cosac Naify.

Por Mariane Domingos e Tainara Machado

Delírio, sentimentos represados e confusão mental. A luta do corpo são contra a cabeça doente é um dos temas desse trecho da leitura. Na figura do próprio António e também do senhor Pereira, que começa a fazer xixi na cama como uma criança, Valter Hugo Mãe põe em discussão a tragédia que é a decadência do órgão responsável por moldar nossa condição humana:

a velhice, pensei, é o cérebro que alui corpo abaixo, até ficar a atrapalhar o funcionamento dos outros órgãos.

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[A Máquina de Fazer Espanhóis] Semana #5

[A Máquina de Fazer Espanhóis] Semana #5

Nesta última leitura, conhecemos um pouco o passado de António e as experiências que formaram, ao longo de mais de oito décadas de vida, a personalidade que vemos aflorar no Lar da Feliz Idade. Para a próxima semana, avançamos mais dois capítulos na leitura de A Máquina de Fazer Espanhóis, de Valter Hugo Mãe – até a página 131, se você tem a edição da Biblioteca Azul, ou até a página 118, se você tem a edição da Cosac Naify.

Por Mariane Domingos e Tainara Machado

A ditadura de António Salazar, que governou Portugal por mais de 40 anos, chegou ao romance A Máquina de Fazer Espanhóis. As memórias de António reconstroem esse período obscuro da nação portuguesa.

O narrador relembra a época de seu matrimônio com Laura. A ingenuidade do casal é, aos poucos, minada por uma realidade que em nada parecia com a propaganda de progresso distribuída pelo governo. O espírito de solidariedade em prol do coletivo era apenas um eufemismo para incentivar a resignação dos menos favorecidos. Um povo quieto era, então, mais conveniente:

havia uma decência, com um tanto de massacre, sem dúvida. Mas uma decência que criava um porreirismo fiável que incutia em todos um respeito inegável pelo colectivo, porque estávamos comprometidos em sociedade, por todos os lados cercados pela ideia de sacrifício, pela crença de que o sacrifício nos levaria à candura e de que a pureza era possível.

António, a princípio, não acreditava que as diretrizes políticas afetassem seu dia a dia. No entanto, começa a sentir em sua vida adulta, ao lado de Laura, os efeitos da miséria de oportunidades em uma sociedade desigual. A lembrança da perda do primeiro filho, por falta de recursos, é marcante: Leia mais

[A Máquina de Fazer Espanhóis] Semana #4

Embora ainda dominado pela tristeza do luto, António começa a ver, aqui e ali, algum sinal de graça na vida. Nos últimos dois capítulos, também começamos a acompanhar uma investigação que pode resultar em eventos macabros no Lar da Feliz Idade. Continua tão curioso quanto a gente com o desfecho de A Máquina de Fazer Espanhóis, de Valter Hugo Mãe? Então nos acompanhe pelos próximos dois capítulos – até a página 111, se você tem a edição da Biblioteca Azul, ou até a página 97, se você tem a edição da Cosac Naify.

Por Mariane Domingos e Tainara Machado

Ainda no quarto capítulo de A Máquina de Fazer Espanhóis, conhecemos Esteves sem metafísica. Sua história extraordinária – ele teria inspirado o famoso poema de Fernando Pessoa – acende a primeira fagulha de entusiasmo em António desde que ele chegou ao lar de idosos depois de ficar viúvo.

sorri verdadeiramente como nunca até ali naquele lar.

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[A Máquina de Fazer Espanhóis] Semana #2

A leveza da escrita de Valter Hugo Mãe já nos capturou! Embora seja difícil interromper a leitura de A Máquina de Fazer Espanhóis, vamos avançar apenas mais dois capítulos nesta semana, até a página 71, se você tem a edição da foto, ou até a página 55, se você tem a edição da Cosac Naify.

Por Mariane Domingos e Tainara Machado

A primeira página de A Máquina de Fazer Espanhóis é um misto de surpresa e apreensão. Se este foi seu primeiro contato com a obra de Valter Hugo Mãe, é provável que tenha se assustado com o texto todo em letra minúscula e com a ausência de exclamações, interrogações e travessões. A Tainara, uma novata quando falamos do autor português, logo se questionou: “será mais um livro a entrar na lista de longas tentativas e quase nenhum avanço?”

Passadas mais duas ou três folhas, porém, esse sentimento desvanece. O temor de a leitura não fluir é substituído por um encanto com a sua prosa quase lírica, por uma  vontade repentina de não parar mais de ler A Máquina de Fazer Espanhóis. Hugo Mãe tem a admirável capacidade de conquistar o leitor com uma escrita sofisticada e nada óbvia.

A estrutura de sua narrativa é inventiva. Aos poucos, somos apresentados a António, um senhor de 84 anos que está na sala de espera de um hospital, ouvindo a conversa interminável de Cristiano, um falante funcionário do local. Laura, a esposa de António, havia dado entrada na emergência depois de um mal estar, a princípio nada alarmante, dada a sua idade já avançada.

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