Se dezembro é o mês dos balanços, janeiro é o mês dos planos! A lista de hoje reúne 12 livros que quero ler em 2017. Tenho certeza de que surgirão muitos lançamentos e compras aleatórias no meio do caminho, mas isso não é problema: a gente vai aumentando a lista! 😉

1. A Guerra Não Tem Rosto de Mulher, de Svetlana Aleksiévitch: minha melhor descoberta literária de 2016 tem um texto forte e temas pesados, por isso resolvi dar um tempo entre uma leitura e outra. Passados alguns meses de Vozes de Tchernóbil, já estou pronta para A Guerra Não Tem Rosto de Mulher. Também me interessei bastante pelo último lançamento, O Fim do Homem Soviético. Acho que os dois merecem espaço nesta lista!

2. De Amor e Trevas, de Amós Oz: esta será minha primeira leitura extensa do escritor israelense. O livro, que fica entre a autobiografia e o romance, recria, através da simplicidade narrativa de um menino, os caminhos percorridos por Israel no século XX. A obra foi recentemente adaptada para o cinema, sob a direção de Natalie Portman.

3. Dias de Abandono, de Elena Ferrante: a misteriosa escritora italiana ganhou mais uma fã! Embalada pelas resenhas da Tatá aqui no blog, li (ou melhor, devorei) A Amiga Genial na reta final de 2016. Além de terminar a série napolitana, minha lista de leituras conta com esse romance que foi muito bem recebido pela crítica.

4. Doutor Jivago, de Boris Pasternak: no segundo semestre deste ano, a Companhia das Letras irá lançar esse clássico russo, eternizado também no cinema. Um triângulo amoroso em plena revolução russa: como não gostar?

5. Homens Imprudentemente Poéticos, de Valter Hugo Mãe: o escritor português tem espaço garantido aqui no blog! Lançado no final do ano passado, o livro se passa no Japão antigo e une solidão, natureza, luto e amor – todos temas caros ao olhar lírico e único de Hugo Mãe.

6. No Voy a Pedirle a Nadie Que Me Crea, de Juan Pablo Villalobos: já estava me sentindo órfã desde que terminei a trilogia de Villalobos sobre o México. Imaginem, então, meu entusiasmo diante da notícia de que seu novo livro será publicado aqui no Brasil. Já estava até pensando em me arriscar em uma edição em espanhol, mas acho que consigo esperar (se não demorar muito, claro, rs)!

7. Os Buddenbrook, de Thomas Mann: desde que conheci o autor alemão, Nobel de Literatura, minha coleção só aumenta. O romance que narra a decadência da poderosa família Buddenbrook é o mais cotado para minha lista de 2017, embora o recém-lançado A Montanha Mágica também tenha feito meus olhos brilharem!

8. O Mar, de John Banville: decidi que 2017 é o ano para conhecer esse escritor irlandês, que frequentemente figura entre as apostas para o Nobel de Literatura. O romance O Mar lhe rendeu o Man Booker Prize em 2005 e foi minha escolha para, quem sabe, inaugurar o cantinho Banville na minha estante.

9. O Sucesso, de Adriana Lisboa: em 2016, li apenas um livro de contos. Neste novo ano, não posso cometer a mesma falha. Essa coletânea da carioca Adriana Lisboa, que já ganhou o Prêmio José Saramago, parece uma ótima opção, além de contribuir para uma outra lista de leitura que venho tentando aumentar nos últimos anos: a de autores brasileiros contemporâneos.

10. Ouça a Canção do Vento; Pinball 1973, de Haruki Murakami: confesso que comprei esse livro porque a edição da Alfaguara, lançada no fim do ano passado, é um primor. Fiquei hipnotizada por aquelas páginas coloridas! As obras de Murakami nunca chamaram minha atenção, mas essa capa bonita deu o empurrãozinho que eu precisava para conhecer esse escritor japonês que também sempre está entre as apostas para o Nobel.

11. O Ventre da Baleia, de Javier Cercas: todas as listas que reúnem o melhor da literatura espanhola têm Javier Cercas. Ganhei O Ventre da Baleia de amigo secreto no último ano e também comprei Soldados de Salamina na Festa do Livro da USP. Estou com altas expectativas!

12. Poemas, de Wisława Szymborska: no meu post de resoluções literárias de ano novo comentei meu desejo de ler mais poesia em 2017. Minha escolha é a polonesa, Nobel de Literatura, que vem conquistando o Brasil desde que a Companhia das Letras começou a editar sua obra completa. São cerca de 250 poemas que, segundo a própria Szymborska, têm a função de buscar o sentido das coisas. A coleção já está no segundo volume, Um Amor Feliz, que foi lançado no passado.

Além dos 12 escolhidos, ainda tenho minhas promessas eternas de ano novo: Proust (estou com fé de avançar ao menos um volume de Em Busca do Tempo Perdido) e David Foster Wallace (se não terminar Graça Infinita neste ano, acho que posso colocá-lo na minha lista de fracassos literários…).

Ah, e claro, tem também o título do quinto Clube do Livro do Achados & Lidos: Enclausurado, de Ian McEWan. Corra para conseguir seu exemplar (dica: tem sorteio rolando até amanhã no nosso instagram)! A leitura começa nesta sexta-feira.

E você, já tem os seus eleitos para 2017? Deixe aqui nos comentários!

Mariane Domingos

Mariane Domingos

Jornalista formada pela ECA-USP, prefere caligrafia à tabuada, não acredita no ditado “uma imagem vale mais que mil palavras” e tem dificuldades para se controlar em livrarias (especialmente nas que vendem também papelaria).
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