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[Lista] 10 livros para o desafio Histórias do Quintal

A querida Angela Alhanati, do Ao Sol No Quintal (@aosolnoquintal), nos convidou a participar de um desafio super bacana que ela está promovendo no canal dela. São 10 categorias diferentes que mostram livros que nos fizeram rir, chorar, que marcaram nossa adolescência e nossa vida.

Ao escolher esses títulos, acabamos também contando um pouco dos nossos gostos pessoais e de episódios que nos moldaram: afinal, nossas leituras acabam também definindo nossa personalidade.  

Hoje, sou eu que vou compartilhar aqui os 10 livros que escolhi para esse desafio. Na próxima semana, será a vez da Mari!

Esperamos que vocês gostem!

Ah, se quiserem participar, é só usar a hashtag  #historiasdoquintal e seguir as categorias abaixo. E, claro, não deixem de marcar o Achados & Lidos também!

1) Um livro triste: Vozes de Tchernóbil, de Svetlana Aleksievitch:

Quando começamos o Achados & Lidos, decidimos que o primeiro título do nosso Clube do Livro seria Vozes de Tchernóbil, da ganhadora do Prêmio Nobel de 2015.

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[Divã] Edições primorosas

Este texto é uma confissão que apenas os apaixonados por livros – e não só por literatura – irão entender.

Comecemos por um dos meus favoritos: Dom Casmurro, de Machado de Assis, da editora Carambaia. Por que pagar quase 100 reais em uma obra que é domínio público e que tem dezenas de outras edições muito mais baratas? Porque esse clássico merece. Porque esse gênio brasileiro merece. Porque a edição é quase uma obra de arte. Todas as alternativas anteriores.

Exemplar em capa dura, envolto em uma luva e numerado. Projeto gráfico de Tereza Bettinardi, com fotografias do Rio de Janeiro da época de Machado de Assis, sobre as quais o artista plástico Carlos Issa fez intervenções, utilizando técnicas como letraset, tinta, fita adesiva. O formato remonta à edição original de Dom Casmurro, de 1899, publicado pela Livraria Garnier, repetindo suas dimensões. Há também uma referência à antiga prática de decoração de livros, na qual imagens ficam dissimuladas na lateral do volume, revelando-se ao leitor à medida que ele manuseia as páginas. A perfeita harmonia entre forma e conteúdo: esse é, para mim, o diferencial que justifica o preço de edições de livros luxuosas.

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5 razões para ler e amar Machado de Assis

No dia 21 de junho de 1839, nascia, no Rio de Janeiro, Joaquim Maria Machado de Assis, grande nome da literatura brasileira e mundial. É claro que não poderia faltar aqui no Achados & Lidos uma homenagem a um dos nossos escritores favoritos.

No prefácio de 50 Contos de Machados de Assis, o professor inglês John Gledson lembra um comentário pertinente de Carlos Drummond de Andrade: “ler Machado de Assis era uma tentação permanente, quase como se fosse um vício a que tivesse de resistir”.

Como não poderíamos concordar mais, a lista de hoje (que deveria ser bem mais extensa) traz as cinco principais razões que tornam indispensável e apaixonante a leitura de Machado de Assis.

1. Há opções para todos os gostos.

Ama romances? Prefere contos? Aprecia a poesia? Gosta de crônicas? Machado de Assis atende, com excelência, qualquer preferência, desde que ela se inclua na boa literatura. Ele escreveu em praticamente todos os gêneros. Foi romancista, poeta, dramaturgo, cronista, contista, folhetinista, jornalista e crítico literário. Além disso, ainda atuou como tradutor de célebres colegas de profissão, como o francês Victor Hugo. Sem dúvida, ele é o autor que mais li até hoje, entre novidades e releituras. Há sempre uma coletânea ou uma nova edição para ser descoberta e incorporada à estante.

2. Os personagens de seus livros são inesquecíveis.

Capitu, Bentinho, Brás Cubas, Dr. Simão Bacamarte, Helena… Se você não conhece alguns desses nomes, provavelmente se sentirá deslocado em conversas literárias. De tanto que já foram comentados, alguns deles parecem até reais. A possível traição de Capitu a Bentinho, por exemplo, é uma das maiores polêmicas da literatura mundial.

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[Divã] Memória e literatura

… evito contar o processo extraordinário que empreguei na composição destas Memórias, trabalhadas cá no outro mundo. Seria curioso, mas nimiamente extenso, aliás desnecessário ao entendimento da obra. A obra em si mesmo é tudo: se te agradar, fino leitor, pago-me a tarefa; se te não agradar, pago-te com um piparote, e adeus.

Esse é um trecho do prólogo de Memórias Póstumas de Brás Cubas. Escolhi um representante emblemático para abrir esta reflexão que pretende adentrar os meandros de uma relação duradoura e prolífica: a da literatura com a memória.

Machado de Assis deu provas de sua genialidade ao conceber um romance narrado por um “defunto autor”. De sua própria cova, Brás Cubas relembra a história de sua vida, escrevendo-a com “a pena da galhofa e a tinta da melancolia”.

Embora Machado tenha alçado as narrativas que se apoiam na memória a um patamar talvez inalcançável, não são poucas as obras que se lançam nessa direção.

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[Lista] 5 traições famosas na literatura

Entre as mentiras mais contadas na literatura, certamente as traições são as mais frequentes. De mulheres infelizes em casamentos arranjados a relações incestuosas, incluindo muitos assassinatos e vinganças, os adultérios são quase onipresentes na literatura. Aqui, listamos cinco livros, já clássicos, em que eles são centrais para a história. Lembram de mais algum? Contem para a gente nos comentários!

FullSizeRender (46) 1. Dom Casmurro, de Machado de Assis: Difícil deixar a obra prima de Machado de Assis de fora de uma lista como essa, mesmo que, para alguns, o livro não se encaixe perfeitamente no tema. A história do relacionamento de Bentinho, um menino que por pouco não seguiu a vida religiosa por causa de uma promessa da mãe, e Capitu, sua vizinha com olhos de ressaca, é fonte de um sem número de análises, todas tentando responder à mesma pergunta: teria Capitu de fato traído o marido com seu melhor amigo?

Há argumentos que pendem para os dois lados. Desde o começo, Bentinho se mostra uma figura possessiva e ciumenta, tentado a encontrar problemas onde eles não existem.

Por falar nisso, é natural que me perguntes se, sendo antes tão cioso dela, não continuei a sê-lo apesar do filho e dos anos. Sim, senhor, continuei. Continuei, a tal ponto que o menor gesto me afligia, a mais ínfima palavra, uma insistência qualquer; muitas vezes só a indiferença bastava. Cheguei a ter ciúmes de tudo e de todos. Um vizinho, um par de valsa, qualquer homem, moço ou maduro, me enchia de terror ou desconfiança.

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