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[Lista] 5 livros menos conhecidos de grandes escritores

Quer conhecer a escrita de autores clássicos, mas está sem coragem para enfrentar logo de cara os calhamaços mais famosos? Ou, então, já leu vários livros de um grande escritor e está procurando títulos menos conhecidos para se aprofundar em sua obra? Esta lista será útil para você! Selecionamos cinco livros que, embora não sejam os mais célebres desses autores, são ótimos representantes da sua literatura.

1. Salões de Paris, de Marcel Proust: quando se fala de Proust, o primeiro nome que vem à cabeça é Em Busca do Tempo Perdido. No entanto, é preciso bastante dedicação para concluir os sete volumes dessa obra-prima. Caso falte disposição, não se preocupe. Isso não quer dizer que você não possa conhecer a escrita ímpar desse ícone da literatura francesa.

Salões de Paris reúne 22 textos de Proust, publicados entre o final do século XIX e início do XX, a maioria deles no Le Figaro. Nessa coletânea, é revelada a faceta do Proust jornalista que, em muitos aspectos, lembra a do célebre Proust romancista. De crônicas que versam sobre as festas requintadas da Paris do início do século XX até ensaios que refletem sobre memória e família, nesse livro, é possível apreciar toda exuberância do rebuscado estilo proustiano.

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“É provável que fosse francesa. Os vulcões arrojam pedras, as revoluções, homens. Espalham-se famílias a grandes distâncias, deslocam-se os destinos, separam-se os grupos dispersos às migalhas; cai gente das nuvens, uns na Alemanha, outros na Inglaterra, outros na América. Pasmam os naturais dos países. Donde vêm esses desconhecidos? Foi aquele Vesúvio, que fumega além, que os expeliu de si. Dão-se nomes a esses aerolitos, a esses indivíduos expulsos e perdidos, a esses eliminados da sorte: chamam-nos emigrados, refugiados, aventureiros.”

 

Victor Hugo em Os Trabalhadores do Mar

[Lista] 5 livros para se emocionar

Se vocês me perguntarem quantos filmes me fizeram chorar, certamente lembrarei dois ou três, no máximo. Com livros, no entanto, a história é outra. A literatura me emociona mais frequentemente e intensamente que o cinema. Resolvi, então, listar cinco livros emblemáticos que, além de ótimas leituras, me renderam muitas lágrimas.

1. A Máquina de Fazer Espanhóis, de Valter Hugo Mãe: a prosa poética do escritor português já é, por si só, um convite às lágrimas. Quando o enredo trata da solidão e da saudade, sua escrita fica ainda mais poderosa.

Em A Máquina de Fazer Espanhóis, que lemos na quarta edição do nosso Clube do Livro, acompanhamos a história de António, que é abandonado pelos filhos em um asilo, depois de perder a esposa, companheira de tantos anos. O trecho em que o personagem recebe a notícia da morte de Laura, logo no primeiro capítulo, já é de cortar o coração:

só depois gritei, imediatamente sem fôlego, porque aquela teoria de que existe oxigénio e usamos os pulmões e fica feito também não é cem por cento verdade. entrei em convulsões no chão e as mãos do homem e da mulher que ali me assistiam eram exactamente iguais às bocas dentadas de um bicho que me vinha devorar e que entrava por todos os lados do meu ser. fui atacado pelo horror como se o horror fosse material e ali tivesse vindo exclusivamente para mim.

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[Divã] Literatura além dos livros

“Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.” Será que a arte segue a máxima de Lavoisier? Recentemente, tive uma ótima (e produtiva!) discussão entre amigos sobre esse tema, e resolvi trazê-lo para o blog.

Quantas adaptações – musicais, cinema, teatro – você já viu de Os Miseráveis, de Victor Hugo? E de Romeu e Julieta? Quais histórias habitam tanto a sua estante de livros quanto sua prateleira de DVDs? O intercâmbio entre a literatura e outras formas de arte não é incomum. Embora os resultados nem sempre sejam satisfatórios (sou do time que sempre prefere o livro), há diversas adaptações bem-sucedidas.

Quando falamos de cinema, e ainda mais de televisão, essa troca desempenha um importante papel na popularização de obras literárias e no incentivo à leitura. No entanto, alguns limites têm que ser observados, para que a referência não se perca em algum momento. Afinal, é tênue e bastante delicada a linha que separa as releituras dos plágios.

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[Divã] Livros e memória afetiva

Tenho a impressão de que dentre as pessoas mais importantes da minha vida estão alguns livros.

O escritor português Valter Hugo Mãe disse essa frase durante uma palestra em São Paulo, no ano passado. Concordo totalmente. Os livros guardam mais do que a história dos seus personagens. Como bons amigos, eles carregam um pouco da nossa própria história.

Tenho o hábito de anotar na folha de rosto dos meus livros o mês e o ano em que concluí a leitura – além do registro, é uma forma de controlar minha pilha de não lidos, rs. De vez em quando, gosto de revirar minha estante olhando essas datas.

Apesar da decepção por ver que meu fôlego literário para calhamaços tem diminuído (saudade, vida de estudante), há outros sentimentos que me invadem. Alguns títulos me despertam memórias afetivas de certos períodos da minha vida.

Em março de 2011, terminei a leitura de 2666, de Roberto Bolaño. A obra-prima do escritor chileno é um livro denso, com uma narrativa violenta e perturbadora. Ainda assim é um dos meus romances favoritos. Provavelmente, porque era o que eu precisava naquele momento em que a espera por uma decisão me angustiava. A escrita de Bolaño me acompanhou por meses, preenchendo vazios e marcando minha memória sobre esse romance. Todos que me perguntam sobre 2666 recebem respostas entusiasmadas, seguidas de um “tem que ler!”.

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